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Saúde

Barra Direto com Gazeta Digital / YEDA MAGOSSI

12/12/2016 12:15:00

INCA aponta mais de 4 mil casos de câncer de pele em MT

Dezembro Laranja, mês de campanha de combate ao câncer de pele. A ideia é alerta à população sobre a excessiva exposição ao sol, que pode provocar problema na pele como sardas, rugas, melasma, queimaduras e evoluir para o câncer da pele.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), este tipo de doença é a mais frequente em todo o Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Este ano a estimativa do INCA apontou 80.850 casos novos de câncer de pele não melanona nos homens e 94.910 em mulheres.

No Mato Grosso a expectativa era de 2.530 casos não melanoma em homens e 1.590 em mulheres. Já para o câncer melanoma, que é considerado o mais agressivo, a perspectiva era de 30 casos novos em homens e 20 em mulheres. 

A médica dermatologista Nathalia Gripp, conta que no final de novembro deste ano, participou de uma campanha de prevenção de vários tipos de câncer realizada pelo Hospital do Câncer, que visitou 5 cidades da região Norte do estado como Peixoto, Guarantã do Norte, Matupá, Terra Nova e Itaúba.

Durante este trabalho foram detectadas 120 pessoas com suspeita de lesões de câncer de pele, sendo que 7 apresentavam chance de ter o melanoma. Este número é considerado alto para a realidade de Mato Grosso.

A maioria desses casos era em homens brancos com decendência da região sul do país e que trabalham na rua como vendedores ambulantes ou com agricultura.

Todos os pacientes foram encaminhados para o hospital de Cuiabá para fazer biopsia e caso necessário realizar cirurgia.

A médica ressaltou que o câncer de pele é mais comum em pessoas idosas e de pele e cabelos claros.

Já em crianças e negros a incidência é bem menor, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores, ou seja, quando a pele apresenta feridas ou lesões.

Nathalia explicou ainda que o câncer de pele tem altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

O câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores diferentes. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O carcinoma basocelular, apesar de mais ocorrência, é também o menos agressivo.

Prevenção

Os tumores de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, principalmente, à exposição aos raios ultravioletas do sol. Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não-melanoma.

Evite exposição ao sol das 10h às 16h e utilize sempre filtros solares com fator de proteção 30 ou mais, além de chapéus, guarda-sol e óculos escuros.

Outros fatores de risco são a exposição a agentes químicos (arsênico) e a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum, etc.).

Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Autoexame da pele

• Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram 
• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor 
• Feridas que não cicatrizam em 4 semanas

Como fazer

1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;
2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;
3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;
4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos;
5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.

Sintomas

Feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista (especialista em pele).
Diagnóstico
O câncer de pele não-melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta. 
O carcinoma epidermoide também surge por meio de uma ferida, porém, evolui rapidamente e vem acompanhado de secreção e coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade dele apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos).

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. 
Porém, o carcinoma basocelular de pequena extensão pode ser tratado com medicamento tópico (pomada) ou radioterapia. Já contra o carcinoma epidermoide, o tratamento usual combina cirurgia e radioterapia.

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