Quinta-feira, 18 de outubro de 2018 -
Saúde

Barra Direto com Coxipó Assessoria / JAIRO PITOLé SANT'ANNA

19/01/2017 16:07:00

Mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de pressão alta

Reprodução

A “pressão alta” (hipertensão arterial) atinge mais de 30 milhões de brasileiros e cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Doença adquirida por hereditariedade ou fatores de risco como obesidade, estresse e consumo excessivo de álcool, fumo e sal, tem impacto direto nos tratamentos odontológicos.   

 

Doença “democrática”

Um em cada cinco brasileiros sofre de hipertensão arterial, a popular “pressão alta”, uma doença crônica adquirida, em 95% dos casos, por hereditariedade ou por fatores externos de risco como obesidade, estresse e consumo excessivo de álcool, fumo e sal.

São mais de 30 milhões de brasileiros acima de 18 anos, o equivalente a 21,4% da população do país, com níveis de pressão arterial igual ou acima de 14 por 9. No mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas são afetadas. E ela tem impactos também nos tratamentos odontológicos.

É uma doença “democrática”. Não respeita sexo, cor, faixa etária e nem condição econômica. No Brasil, sua incidência aumenta proporcionalmente à idade. Entre 18 e 29 anos, atinge 2,8% da população, enquanto de 30 a 59 anos, o percentual pula para 20,6%, dobrando para 44,4% na faixa etária entre 60 e 64 anos, aumentando para 52,7% nas pessoas entre 65 e 74 anos. O percentual é ainda maior, entre os idosos com mais de 75 anos – é de 55%.  

Resumo: mais da metade da população brasileira acima de 65 anos sofre de hipertensão arterial.  

A hipertensão arterial ataca os vasos sanguíneos, coração, rins e cérebro. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames ou AVC (Acidentes Cardiovasculares) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Embora sejam situações muito graves, podem ser evitadas, desde que com tratamento adequado e bem conduzido por profissionais de saúde, entre eles o dentista. 

Apesar desta realidade, muitas vezes o paciente com problemas bucais desconhece ser hipertenso. Portanto, o profissional precisa estar atento e preparado para atendê-lo e realizar corretamente os procedimentos necessários nestes casos, em especial o exame físico e uma detalhada anamnese, com faixa etária, hereditariedade e hábitos de vida do paciente.

Para que uma cirurgia bucal bem sucedida, caso seja necessária, é fundamental controlar a ansiedade do paciente, praticar boa técnica de anestesia e todo cuidado na escolha dos medicamentos a pós operatórios. É fundamental saber a medicação usual do paciente e solicitar exames que complementem a anamnese. É preciso saber se o paciente está apto à cirurgia. Daí a necessidade do exame de risco cirúrgico.    

São procedimentos essenciais para se prevenir contra situações de emergência médica e inserir o dentista no grupo de profissionais de saúde.

Os possíveis sintomas da doença são dores no peito e na cabeça, tontura, zumbidos e fraqueza, visão turva e sangramento nasal. A pressão arterial de um paciente nestas condições deve ser medida nos dois braços, porque diferenças de pressão podem indicar risco de doença vascular e causar a morte. Consumir café ou álcool e fumar antes de medir a pressão pode alterar o resultado.

 

Jairo Pitolé Sant'Ana :Especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão em Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSSI) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBRO).

 

Comentar

ATENÇÃO! Os comentários são moderados pelo administrador do site.

(Todos os campos são obrigatório. Seu e-mail não será divulgado.)

Nome: E-mail: Comentário:
Restam caracteres.

Comentário(s) desta notícia

Não há comentários

Seja o primeiro a comentar esta matéria.