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Cultura

Barra Direto com ASCOM CMBG / KONRAD FELIPE

23/03/2017 23:32:00

Produções barra-garcenses são premiadas no 1º Festival de Curtas do Mato Grosso

Reprodução

Quatro curtas-metragens barra-garcenses foram premiados na primeira edição do “Festival de Curtas de Mato Grosso” realizado de 13 a 16 de março no Cine Teatro Vila Rica em Primavera do Leste.

Os curtas foram ganhadores em sete categorias, para o curta “Os Visitantes” prêmio de melhor figurino, como melhor operação de câmera “O Menino e o Rio”, melhor adequação ao tema e melhor edição e mixagem de som para “O Dia da Caça”, o curta “Lendas do Rio” foi premiado com dois prêmios, melhor efeito especial e melhor maquiagem. Barra do Garças foi eleita com o prêmio de melhor polo cinematográfico.

Para participar do festival os estudantes do Ensino Médio passaram quatro meses fazendo a oficina “Cinema no Mato” patrocinado pelo Instituto Equipav, realizado no Secitec de Barra do Garças, onde aprenderam sobre a produção e pós-produção cinematográfica.

O professor Vidal Alencar agradeceu os apoiadores do projeto e falou sobre as expectativas para o futuro. “Primeiramente gostaria de agradecer a Prefeitura, Viação Xavante, Nascente do Xingú, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Institui Equipav, Panta Rei, Flora Brasil e  Águas de Barra do Garças, que  foram parceiras nesse projeto. Com esse projeto conseguimos alcançar nosso objetivo mais importante que é a inserção dos alunos da escola pública na produção cinematográfica e começamos a criar um núcleo cinematográfico na cidade, que possivelmente será montado no cineclube “Fleury Belém” ”, explica o professor.   

Todos os curtas abordaram a preservação e a conservação do meio ambiente. Para assistir os curtas clique nos títulos, “Os Visitantes”, “O Menino e o Rio”, “O Dia da Caça” e “Lendas do Rio”.

O projeto

O Cinema no Mato é um projeto que nasceu da necessidade de garantir aos jovens a chance de se aprofundar em uma nova arte e ampliar a visão de mundo de cada um. A arte escolhida é o cinema e a produção de vídeos para TV, internet e outras mídias.

Muito mais que uma oficina de vídeos. O Cinema no Mato existe por diversas razões. Para dar aos jovens o poder do conhecimento, do aprendizado, da cultura e da tecnologia. Para prepará-los para um novo e fascinante mundo. Para torná-los independentes. Para ampliar o acesso e a democratização da arte. Para alavancar o protagonismo jovem.

O objetivo também é colaborar com o desenvolvimento das produções audiovisuais em quatro municípios do interior do Mato Grosso (hoje com restrito acesso à esse tipo de conteúdo): Primavera do Leste, Sinop, Barra do Garças e Poconé. Por meio da disponibilização de equipamentos profissionais e oficinas multidisciplinares gratuitas de construção de roteiro, produção, manuseio de equipamentos cinematográficos, direção, produção e direção de arte, fotografia, edição e outros temas, os participantes têm condições de realizar seus próprios trabalhos, de forma completa, atuando no processo de produção do início ao fim.

Como trabalho de conclusão de curso, os alunos produzem curtas-metragens de ficção e documentário, todos com temas ligados ao meio ambiente, preservação e sustentabilidade, que serão exibidos no 1º Festival de Curtas Metragens do Mato Grosso, com realização prevista para dezembro de 2016 na cidade de Primavera do Leste.

O Cinema no Mato é realizado pelo Instituto Equipav por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.

Por que Mato Grosso? Apesar de abrigar três grandes complexos e importantes biomas brasileiros – Pantanal, Cerrado e Amazônia – o Mato Grosso é considerado um estado onde ainda pouco se discute temas como meio ambiente e sustentabilidade, além de ser uma região com forte influência da indústria agropecuária. Outro ponto decisivo na escolha foi a constatação de que, apesar de ser um estado tão grande, as produções audiovisuais ainda são pequenas e concentradas apenas na capital Cuiabá. Por isso, o projeto trabalha para fomentar a cena audiovisual e descentralizá-la, ampliando o acesso ao cinema e outras produções em cidades onde essa arte não tem tanta tradição ou popularidade.

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