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Cultura

Barra Direto com RD News / RODIVALDO RIBEIRO

16/04/2017 12:53:00

Escritor Victor Angels usa a fantasia como a força motora de sua arte

Reprodução

Com 27 anos, Victor Hugo dos Anjos (Victor Angels para a Chiado Editora), iniciou série de cinco livros

O escritor e ator cuiabano Victor Angels (pseudônimo de Victor Hugo Machado dos Anjos) tem 27 anos e é contratado da Editora Chiado, de Portugal, pela qual lançou recentemente O Alquimista Imortal e O Perfume da Princesa, o primeiro de uma série de cinco livros intitulada Alquimistas Espirituais.

Além do feito, notável por si só, pois a Chiado é das grandes editoras de língua portuguesa, Victor também é um dos vencedores do Segundo Prêmio Mato Grosso de Literatura, na categoria infanto-juvenil, com O Mundo dos Sonhos: O Ferreiro e a Cartola.

A seara do jovem escritor é a literatura de fantasia. Suas influências passam pelos gigantes clássicos do gênero, como C.S. Lewis, o homem por trás das Crônicas de Nárnia, e J.R.R. Tolkien, pai do mundo de O Senhor dos Anéis (e amigos, pois as duas séries de livros nasceram de uma aposta entre eles), mas cabem também os mais recentes, como J.K. Rowling, criadora do universo do Harry Potter, e George R. R. Martin, o  cérebro do qual saiu as estupendas Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones), além de Stephenie Meyer, da saga Crepúsculo. Lembra, ainda, do fascínio pela obra do inglês Lewis Carroll. Como bom apaixonado por ficção fantástica, sempre leu histórias em quadrinhos.

“Comecei a escrever bem cedo, por volta dos 10 anos”, conta ao . Nessa idade, já tinha o desejo de criar literatura de maneira profissional, tornar sua paixão pelas letras seu modo de vida. A graduação em marketing veio por aquelas vicissitudes à brasileira (e somente depois de trancar a faculdade de administração já no quinto semestre) - a necessidade de se colocar no mundo profissional com pelo menos um diploma de graduação.

Jamais desistiu do intento, à parte as frustrações com o circuito editorial brasileiro. Um período em que Victor penou com seus originais, realizando uma verdadeira cruzada por editoras locais e nacionais. De alguns, ouviu a sempre absurda oferta dele mesmo bancar a publicação de seu trabalho; de outros, as costumeiras mesuras sobre o fato de ser um autor novo e, até então, desconhecido.

Para se ter uma ideia, foram dois meses de trabalho intenso para escrever o Alquimista Imortal e o Perfume da Princesa, mas nada menos que seis anos para conseguir publicá-lo. 

Foi quando decidiu submeter seu trabalho ao crivo de três editoras portuguesas. Recebeu resposta delas, mas optou pela Chiado, dona da melhor proposta ao oferecer-lhe um contrato para lançar todos os cinco livros da série Alquimistas Espirituais, da qual faz parte o citado O Alquimista Imortal.

Dono de um ritmo de trabalho digno do Stephen King, já tem outros dois volumes prontos: um romance e uma seleção de contos de horror. Escaldado pelos meandros da existência no meio literário, prefere não revelar o nome desses livros, mas deixa escapar que ambos estão em circulação em certames nacionais e internacionais.

Sobre sua literatura, faz questão de frisar que se trata de ideias universais, sem espaço para regionalismos baratos, com objetivo de agradar pareceristas de visão estreita. Até tem onça, mas ela está dentro do contexto da história. Ademais, grandes gatos não são exclusividade de Mato Grosso.

Objetivo, tem um plano de carreira bem traçado. E tem conseguido subir passo a passo. Por agora, segue escrevendo e pretende concorrer uma vez mais nos concursos locais. Quais, Victor? “Todos quantos aparecerem”, diz, firme.

"Escritor tem clareza de objetivos na carreira literária. Sabe que está nos primeiros passos

Curiosamente, mesmo altamente prolífico, diz que não tem uma rotina de trabalho definida. “Escrevo quando tenho vontade”, expõe, na maior simplicidade.

 A Secretaria de Estado de Cultura ainda não anunciou a data de lançamento de O Mundo dos Sonhos: O Ferreiro e a Cartola nem dos outros vencedores do Segundo Prêmio MT de Literatura. 

Leia trecho da obra vencedora:

  • "(...) De repente, uma onça pintada se aproximou rapidamente de Rita. A menina ficou assustada.
  • – Por que me olha desse jeito, menina? – perguntou a onça, olhando para o rosto de Rita, que se mantinha paralisada.
  • – Você é uma onça que fala? – Rita suava frio, e tremia todo seu corpo.
  • – Eu não vejo nada de errado em ser uma onça – disse a onça pintada. – Você nunca viu uma na sua vida?
  • – Onde eu vivo, as onças machucam as pessoas – disse Rita, engolindo em seco. – Por isso elas ficam presas em uma jaula, dentro do zoológico.
  • – Hããã! – ofegaram Penelo e Pináculo, que colocaram as mãos em frente à boca, assustadas com o que Rita acabara de dizer.
  •  – E as pessoas? Não machucam as onças também? – perguntou o felino.
  • – Não é nada agradável ficar preso dentro de uma jaula".

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