Sábado, 20 de outubro de 2018 -
Justiça

Repórter MT / CAROL SANFORD

10/06/2017 18:00:00

OAB denuncia outros casos de escutas ilegais em Mato Grosso

Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB) denunciou outro caso de interceptação telefônica ilegal no Estado. O documento foi protocolado no Tribunal de Justiça, através de notícia-crime, e está sob relatoria do desembargador Orlando Perri.

Segundo o presidente da Ordem, Leonardo Campos, quatro números de telefone foram inseridos clandestinamente entre escutas realizadas em uma operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

“É a prática da ‘barriga de aluguel’, que nos parece, infelizmente ser bastante corriqueira no Estado de Mato Grosso. E tivemos notícia de outro fato concreto desses ‘grampos’. Tudo isso está relatado na notícia-crime”, pontuou Leonardo, durante entrevista para a Rádio Capital FM.

Em documentos a que o Repórter MT teve acesso, as interceptações foram feitas durante a Operação Ouro de Tolo, segunda fase da Operação Arqueiro, que investigou esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), durante gestão da ex-primeira-dama Roseli Barbosa.

Conforme a denúncia da OAB, além do telefone de Roseli, os números do ex-governador Silval Barbosa, e dos três filhos do casal, Rodrigo, Ricardo e Carla Barbosa, também foram “grampeados”, como se fossem dela.

A OAB aponta que os quatro não eram investigados na operação, portanto, tiveram o sigilo telefônico violado criminalmente. “Pessoas estranhas à investigação tiveram seu sigilo telefônico violado, diante da inclusão de seus números no pedido de grampo como se fossem de uma investigada na mencionada operação”.

Leonardo Campos também denunciou que as Polícias Civil e Militar, além do Ministério Público do Estado chegaram a pedir que pessoas fossem grampeadas em investigações conduzidas em outros Estados.

“Tivemos essas informações de que pessoas que não tinham nada a ver com certas investigações eram interceptadas em outros Estados. Por isso, queremos que as operadoras de telefonia também forneçam dados das escutas”, afirmou o advogado.

A OAB também exigiu participação nas investigações dos grampos, monitorados pela Polícia Militar durante os anos de 2014 e 2015, que interceptou telefones de políticos, advogados, empresários e jornalistas. O pedido foi aceito por Perri e a Ordem terá coparticipação no processo.

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