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24/06/2017 21:34:00

História de superação: artista plástico troca as mãos pelos pés

Reprodução

Uma história de superação. Domingos Ferreira da Silva ou simplesmente Dupé nasceu com uma deficiência física (braços atrofiados), mas isso não impediu que ele desenvolvesse seu talento. O que para muitos seria impossível, pra ele é algo nada mais do que natural. Sem poder usar as mãos, o artista plástico usa os pés e a boca para a pintura de telas e as pontas dos dedos para tocar piano.

Reconhecido mundialmente e membro da Associação dos Pintores Com a Boca e os Pés, Dupé despertou para o mundo artístico aos sete anos. Incentivado pela família e apoiado por professores, ele começou a desenvolver o seu talento na pequena Aragarças (GO), cidade separada de Barra do Garças (MT) pelos rios Araguaia e Garças.

“Meu problema físico não foi empecilho para o mundo das artes, ao contrário, serviu como uma fonte de energia”, diz, lembrando que o início foi difícil, mas o esforço valeu a pena. “Minhas obras estão espalhadas por vários países em cartões e calendários, isso graças ao apoio da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, que nos dá total respaldo”, destaca.

Além de pintar retratos e paisagens, Dupé ainda tem tempo para ministrar aulas de terapia ocupacional na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Barra do Garças e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Aragarças (GO). “São atividades que auxiliam as pessoas que estão nesses locais a ocupar o tempo e também desenvolver o seu intelecto”, afirma.

 

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