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Quarta-feira, 23 de agosto de 2017 -
Cidades

Semana 7 / KAYC ALVES

03/08/2017 16:33:00

Coordenador explica problemas apontados em Caravana de Barra do Garças

Oitava edição já é a maior e deve superar todas as estimativas inicias até o dia 11 de agosto, quando termina

Gcom-MT/ Francisco Alves

O grande número de pessoas a procura dos serviços tem sufocado o atendimento

O coordenador geral da Caravana da Transformação e secretário de Gabinete de Governo, José Arlindo de Oliveira, não descarta a possibilidade de extensão da oitava edição para mais alguns dias, como ocorreu em outras cidades. Segundo ele, a demanda de atendimentos de Barra do Garças está surpreendendo e os organizadores estão tomando medidas inéditas para que os serviços se adequem.

Logo no primeiro dia, a Caravana recebeu críticas em virtude da demora no atendimento e das longas filas, que começam a se formar no início da madrugada. Fotos de pessoas dormindo nos limites da Vila Olímpica, local onde a Caravana está instalado, se espalharam pelas redes sociais, alimentando posicionamentos negativos ao projeto do governo do estado.

José Arlindo explicou que a edição de Barra do Garças é a maior em demanda de atendimento, observado o movimento dos primeiros dois dias. Na terça-feira, início da Caravana, em poucas horas de funcionamento, o estado já havia registrado o limite de atendimento estipulado inicialmente e até o final do dia mais de mil cirurgias oftalmológicas haviam sido feitas, de um total de 1.800 pessoas atendidas. No segundo dia, às 2h da manhã, já haviam 800 pessoas na fila, conta o coordenador.

“As pessoas estão se deslocando cedo para a Caravana, com medo de perder a chance de atendimento. Estamos tentando explicar que não existe essa necessidade, mas elas não entendem.”

Pela primeira vez, o governo está adotando a distribuição de fichas de atendimento para organizar o montante de pessoas. “Primeiramente, nós damos prioridade para a população do município que sedia a Caravana. Nos dias seguintes, a sede vira anfitriã e recebe os municípios da região, que se tornam prioritários no atendimento. Em Barra do Garças, a alta demanda espontânea da população regional está mudando essa lógica”, afirma o coordenador.

Segundo ele, ou os cálculos de população do IBGE sobre o município, os quais o projeto se baseia para estimar o atendimento, estão incorretos ou a população das cidades de outros estados está superlotando a Caravana. O José Arlindo afirma que tem sido possível identificar pessoas do estado de Goiás, que se dizem mato-grossenses e até de outros estados. Um ônibus lotado de Vilhena (RO), a 1.200 quilômetros, chegou a Caravana e a organização não pode deixar de atender.

“Barra do Garças é a primeira cidade de médio para grande porte que instalamos a Caravana. Estamos estudando essa experiência para as próximas edições em grandes centros”, destacou. A nona edição ocorre em Rondonópolis, com mais de 200 mil habitantes, ainda esse ano.

José Arlindo destacou que mesmo com a grande demanda, o atendimento de alta qualidade oferecido pelo estado está ocorrendo sem maiores problemas. Apenas nos dois primeiros dias, foram duas mil cirurgias, fora outros procedimentos oftalmológicos, como exames, medicação e diagnósticos em geral. A expectativa é que as estimativas iniciais sejam superadas até 11 de agosto, quando termina. A Caravana ainda conta com serviços sociais como entrega de documentação e assessoria jurídica.

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