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Política

Mídia News / JAD LARANJEIRA

28/08/2017 15:10:00

Deputado teria pedido R$ 10 milhões para livrar Silval de CPI

Alair Ribeiro/Midianews

O deputado estadual Wagner Ramos (PR) citado na delação de Silval Barbosa

O deputado estadual Wagner Ramos (PR) teria pedido R$ 10 milhões ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para que ele não o indiciasse na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou irregularidades nas obras da Copa do Mundo de 2014.

A declaração foi feita pelo ex-governador em delação premiada feita à Procuradoria Geral da República (PGR), homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste mês.

O relatório da comissão foi entregue em outubro de 2016 e apontou que houve desvio de R$ 541 milhões dos cofres públicos estaduais.

Além de Wagner Ramos, o deputado e presidente da CPI, Oscar Bezerra, também teria pedido a propina no valor de R$ 15 milhões, para livrar Silval.

Conforme o documento, Wagner Ramos procurou o filho de Silval, o empresário Rodrigo da Cunha Barbosa, pedindo a propina. A reunião teria sido gravada por Rodrigo.

Porém, apenas em uma segunda reunião entre os dois que ficou acordado que o deputado receberia uma quantia de R$ 7 milhões.

O dinheiro deveria ser dividido entre os membros da comissão. No entanto, o valor nunca foi pago.

"Teria sido acertada a quantia de R$ 7.000.000,00 para ser dividida entre os membros da comissão, mas o pagamento não foi efetivado, pois Rodrigo da Cunha Barbosa não mais procurou o Deputado Estadual”, diz trecho do documento.

Rodrigo da Cunha Barbosa, teria sido acertada a quantia de R$ 7.000.000,00 para ser dividida entre os membros da comissão, mas o pagamento não foi efetivado
Recebeu R$ 200 mil

Silval também disse na delação que Wagner Ramos teria recebido R$ 200 mil para que votasse a favor da aprovação de suas contas na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) realizada em 2015, referente ao ano anterior.

O parlamentar à época era relator do balancete na Assembleia Legislativa e teve o parecer favorável seguido pelo deputado Silvano Amaral (PMDB). Também citado na delação do ex-governador, que veio a público na tarde desta sexta-feira (25), após a quebra de sigilo.

Segundo a delação, Wagner Ramos teria recebido a propina no valor de R$ 250 mil, e os deputados Silvano Amaral e José Domingos Fraga R$ 200 mil, cada.

O dinheiro teria sido pago por meio do filho do ex-governador, Ricardo Barbosa e do irmão Antonio da Cunha Barbosa.

Silval ainda relata que Ricardo Barbosa foi incentivado pelo deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) para que mantivesse contato com o deputado Wagner Ramos.

“O deputado Estadual Romoaldo Aloisio Boraczynski Júnior auxiliou Rodrigo Barbosa e Antônio da Cunha Barbosa  a manter contato corn o presidente da comissão, deputado Estadual Jefferson Wagner Ramos, pagando a este a quantia de R$ 250.000,00”, diz trecho da deleação.

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