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Barra Direto com Semana 7 / JORNAL NACIONAL/REDE GLOBO

21/09/2017 12:25:00

Por causa de queimadas, floresta no Médio Araguaia deve desaparecer

Em um mês, uma área igual a três vezes a cidade de São Paulo queimou. Com o fogo sem controle, instituto suspendeu trabalho dos brigadistas.

Reprodução

No Brasil, o estado do Tocantins tem registrados em média 25 focos novos de queimadas a cada hora. No Parque Nacional do Araguaia, a abrangência do incêndio obrigou brigadistas a recuarem.

A maior floresta do Médio Araguaia, rio que se estende por 2,1 mil quilômetros do Centro-Oeste ao Norte, está perto de desaparecer. Em um mês, uma área três vezes a cidade de São Paulo, 70% do Parque Nacional, queimou. Sem controle, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspendeu o trabalho dos 25 brigadistas.

“É inviável a gente manter o combate. Mesmo que a gente seja bem-sucedido no combate e consiga apagar todos os incêndios hoje, nada garante que novos incêndios não vão surgir até o final da temporada”, disse o chefe do Parque Nacional do Araguaia, Raoni Jupiassu.

São mais de 178 mil focos de queimada em todo o Brasil. O Tocantins vive o pior setembro em sete anos. Apenas nos últimos 19 dias, foram quase 9 mil focos, mais do que o acumulado nos oito primeiros meses do ano. "As condições atmosféricas têm propiciado esse alto índice, principalmente os 130 dias que já vamos acumulando sem êxito de chuva significativa no nosso estado”, afirmou o meteorologista José Luiz Cabral.

Na semana passada, as chamas ameaçaram um centro de distribuição de combustíveis. Um helicóptero deu apoio aos bombeiros. Por causa dos incêndios, o governo do estado pediu socorro federal e uma força-tarefa foi criada. Durante o dia, dois helicópteros do Ibama apagam as chamas. Uma parte da equipe combate ao fogo à noite porque faz menos calor. Esse grupo é formado por brigadistas indígenas da etnia Xerente.

A missão é de dar medo. O fogo risca a paisagem da Serra do Lajeado, na zona rural de Palmas, mas as ferramentas simples, abafadores, quando usadas em sincronia, funcionam. “A gente fica contente em saber que está fazendo combate e evitando que animais morram, e a natureza, no caso, em si. Para gente, é bem gratificante”, disse o chefe da brigada de incêndio João Wellington Xerente.

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