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04/10/2017 14:55:00

Em MT, 240 pacientes aguardam transplantes

Reprodução

Uma espera que pode ser a linha entre a vida e a morte. Assim é a realidade de muitos pacientes que aguardam um transplante de órgão. Em Mato Grosso, dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que 240 pessoas aguardam na fila para serem transplantadas numa espera em uma lista nacional. 

Uma realidade que conta exclusivamente com autorização consentimento da família da pessoa que morreu para a doação dos órgãos. No país a rejeição da família por este ato que pode salvar muitas vidas ainda é alto, ultrapassando os 40%. Órgãos como o coração, ossos, pele, córnea, pulmão, pâncreas, fígado e rins podem ser doados, desde que a família da pessoa que morreu autorize. 

A transferência do paciente que vai receber o órgão doado somente ocorre depois que são realizados os exames para analisar a compatibilidade entre o paciente e o órgão doado. Pelo protocolo de transplantes no Brasil, para cada órgão doado deverão ser examinados três receptores. Esse procedimento é padrão e deve ser seguido por todos os hospitais e clínicas do país. Dos três pacientes selecionados, na lista nacional, um deverá ser contemplado com o órgão doado. 

De janeiro a setembro conforme a SES, foram recebidas 29 doações de córnea; 70 córneas disponibilizadas; foram realizados 125 transplantes. Levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), aponta que a taxa de doadores efetivos aumentou 11,8% no primeiro semestre, tendo passado de 14,6 por milhão de população (pmp) para 16,2 pmp. O levantamento mostra que foram 4.208 transplantes de órgãos no Brasil nestes seis primeiros meses. Além de 15.429 de tecidos e 1.253 de medula óssea. 

O levantamento mostrou ainda que o país apresentou 5.309 potenciais doadores, 51,5 doadores por milhão sendo 1.666 efetivos, 16,2 por milhão. Em Mato Grosso foram 30 potenciais doadores um índice de 18,1 por milhão e apenas um efetivo, 0,6 por milhão. A ABTO traz 224 pacientes ativos na lista de espera em Mato Grosso e mais 17 pacientes pediátricos na lista de espera. 

DOAÇÃO

Para ser um doador, no Brasil, não é preciso deixar nada por escrito nem registrado em documentos. Aquele procedimento antigo de registrar a opção de doador de órgãos em documentos de identificação não existe mais. O essencial para ser tornar um doador de órgãos é ter uma conversa com a sua família. No momento oportuno, eles tomarão a decisão. A retirada de órgãos só acontece após a autorização familiar. 

 

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